[Atualizado em 03/09/2026]
A gonorreia é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, também conhecida como gonococo. Ela pode afetar homens e mulheres e, muitas vezes, não apresenta sintomas no início, o que dificulta o diagnóstico precoce.
É importante destacar que a gonorreia é uma infecção comum em todo o mundo e pode ser confundida com outras ISTs, como a clamídia, já que ambas podem atingir os órgãos genitais e causar complicações importantes quando não tratadas corretamente.
A infecção pode atingir a uretra, o colo do útero, o reto, a garganta e até os olhos, em casos específicos. A transmissão ocorre principalmente por relação sexual vaginal, oral ou anal sem preservativo.
Em alguns casos, a transmissão pode ocorrer mesmo sem ejaculação, já que o contato com secreções infectadas pode ser suficiente para contaminar o parceiro. O risco de transmissão aumenta quando não há uso consistente de preservativo.
Nas mulheres, a gonorreia pode passar despercebida por mais tempo, enquanto nos homens costuma causar sintomas mais evidentes, como secreção purulenta, ardência ao urinar e dor ou inchaço nos testículos.
Em gestantes, a infecção também merece atenção especial, porque pode ser transmitida ao bebê durante o parto. Por isso, o diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para evitar complicações.
Sintomas da gonorreia
A gonorreia pode apresentar sinais diferentes conforme a região infectada e o sexo do paciente. Em muitos casos, a pessoa pode estar contaminada e ainda assim não sentir nada por um período.
Nos homens, os sintomas mais comuns incluem:
- Secreção peniana amarelada, branca ou esverdeada.
- Ardência ao urinar.
- Dor ou inchaço nos testículos.
- Coceira, secreção ou sangramento retal, quando há infecção no ânus.
- Dor de garganta, quando a infecção atinge a boca ou a faringe.
Nas mulheres, os sintomas podem incluir:
- Corrimento vaginal aumentado.
- Ardência ao urinar.
- Dor durante a relação sexual.
- Dor pélvica.
- Sangramento fora do período menstrual.
- Coceira, secreção ou sangramento no ânus.
- Dor de garganta ou dificuldade para engolir, quando há infecção na região oral ou faríngea.
Como muitos casos são silenciosos, especialmente em mulheres, o rastreio e a avaliação médica são importantes quando há sintomas, exposição de risco ou contato com parceiro diagnosticado.
Diagnóstico da gonorreia
O diagnóstico da gonorreia é feito por exames clínicos e laboratoriais. Entre os testes mais utilizados estão PCR, NAAT, coloração de Gram e cultura bacteriana, dependendo da situação clínica e do local da infecção.
Em mulheres, a coleta pode ser feita a partir do colo do útero, da vagina, da garganta ou do reto, conforme o tipo de exposição. Em homens, a análise pode ser feita com amostras da uretra, da urina ou de outros sítios afetados.
O diagnóstico também considera os sintomas relatados, o histórico sexual recente e a presença de corrimento purulento. Quanto mais cedo a infecção for identificada, menores são as chances de complicações e transmissão.
Como prevenir a gonorreia?
A melhor forma de prevenção é o uso consistente de preservativo em relações sexuais vaginais, orais e anais. O preservativo reduz significativamente o risco de transmissão, embora não elimine completamente todas as ISTs em situações de contato com áreas não cobertas.
Outra medida importante é o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, inclusive quando ainda não existem sintomas claros. Isso ajuda a interromper a cadeia de transmissão e evita complicações futuras.
Também é essencial avaliar e tratar os contatos sexuais do paciente infectado, quando indicado pelo profissional de saúde. Essa abordagem é recomendada para reduzir reinfecções e novas transmissões.
Tratamento e cuidado
A gonorreia pode ser tratada com antibióticos prescritos por médico, mas o tratamento deve seguir orientações atualizadas e adequadas ao quadro clínico. Em razão da resistência bacteriana, a avaliação profissional é indispensável para definir a melhor conduta.
Além disso, mesmo após o tratamento, é importante seguir as orientações sobre abstinência sexual temporária e retorno para reavaliação, se necessário. A cura da infecção não reverte eventuais danos já causados por atraso no diagnóstico.
Se durante a leitura você identificou algum sintoma ou tem dúvidas sobre o diagnóstico, procure um especialista. Conheça o nosso corpo médico e agende sua consulta o quanto antes.